As relações de trabalho na política de Assistência Social e a conjuntura atual foi tema do encontro das Cirandas Parceiras

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No último dia 16 de junho ocorreu o 3°. Encontro das Cirandas Parceiras de Juazeiro – BA, que teve como tema o livro: As Relações de Trabalho na Política de Assistência Social, escrito pela Assistente Social Maria Lúcia da Silva Souza, com reflexões e contribuições para compreender as transformações que vêm ocorrendo na sociabilidade do trabalho, com impacto na implementação das políticas sociais, em especial a assistência social.

Maria Lúcia em sua apresentação abordou a necessidade de pensar sobre as condições de trabalho dos assistentes sociais, que sofrem os deletérios da dinâmica de financeirização do capital em sua expansão, provocando não somente a ausência do trabalho protegido para os trabalhadores da assistência social; como também a descontinuidade dos serviços ofertados para aqueles trabalhadores “sobrantes” da tensa relação entre capital e trabalho.

Apresentação de Maria Lúcia

“É sob este panorama de racionalização que o Estado desenvolve as políticas sociais, contratando a figura do/da assistente social para lidar no enfrentamento das expressões da questão social. O cenário colocado para esse profissional é permeado de conflitos, assentado numa permanente correlação de forças, quando de um lado busca garantir os direitos sociais àqueles qualificados como excluídos, trabalhadores fora do mercado de trabalho, atendidos na assistência social por meio de programas de transferência de renda; de outro, como trabalhador assalariado, sob os condicionantes decorrentes das contrarreformas estabelecidas ao Estado brasileiro  sob o signo da precarização e flexibilização das relações de trabalho”, destaca Maria Lúcia.

“é de suma importância refletir a temática em tempos de crise mundial como a que enfrentamos atualmente, onde toda a classe trabalhadora enfrenta dificuldades…”

Para Fernanda Lins, coordenadora da Pastoral da Mulher, “é de suma importância refletir a temática em tempos de crise mundial como a que enfrentamos atualmente, onde toda a classe trabalhadora enfrenta dificuldade, entre eles os trabalhadores da assistência social através da precarização de seus vínculos trabalhistas que reverbera nos usuários destinatários de nosso atendimento”.  

O encontro reuniu representantes de importantes instituições do município de Juazeiro BA, como: Pastoral da Mulher, CIAM – Centro Integrado de Atenção à Mulher, NAPSI – Secretaria de Educação, TFD – Secretaria de Saúde, NASF – Secretaria de Saúde e CREAS que dialogaram sobre a realidade municipal e a conjuntura atual que trás mais um desafio, a pandemia.

O grupo Cirandas Parceiras que existe há cinco anos é impulsionado pela Pastoral da Mulher – Unidade Oblata em Juazeiro BA e promove um trabalho em rede que potencializa a intersetorialidade, favorecendo o desenvolvimento de ações conjuntas, bem como formações, em prol da qualidade de vida do público atendido por cada instituição.

Com o advento da pandemia causada pelo Novo Coronavírus, as reuniões e encontros presenciais do grupo Cirandas Parceiras continuam suspensos por tempo indeterminado, dessa forma o encontro foi viabilizado na modalidade à distância, através do aplicativo “Google Meet”.

Encontro Cirandas Parceiras 16 de junho de 2020
Ebook – As relações de trabalho na política de Assistência Social

Acesse o Ebook pelo link: http://www.edupe.com.br/produto.php?codigo=112

Fonte: Equipe Pastoral da Mulher

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais da Pastoral da Mulher – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 
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