“Que morra a violência, para que vivam as mulheres!”

Compartilhar

A Pastoral da Mulher – Rede Oblata em Juazeiro voltou a ocupar as ruas com voz, coragem e resistência durante a 35ª Caminhada da Mulher, evento que promove a mobilização coletiva em defesa da vida, dos direitos e da dignidade das mulheres. A caminhada reuniu movimentos sociais, instituições e a sociedade civil em um grande movimento público de conscientização e enfrentamento à violência de gênero.

Neste ano, ao invés do tradicional colorido que costuma marcar presença nas ruas, a Pastoral escolheu vestir preto, como sinal de denúncia e luto por todas as mulheres que sofrem violência, que são silenciadas e que têm suas vidas interrompidas todos os dias.

Durante o percurso, foi realizado um ato simbólico de denúncia e memória, lembrando as vítimas de feminicídio e todas as mulheres que enfrentam diferentes formas de violência, simbolizando a dor que atravessa tantas histórias invisibilizadas e reafirmando o compromisso da instituição em continuar lutando por justiça, proteção e dignidade para todas. O momento convidou à reflexão e reforçou a importância da mobilização coletiva na defesa da vida e dos direitos das mulheres, e o silêncio, junto a cada passo dado na caminhada, tornou-se também um grito coletivo contra o feminicídio, a violência doméstica e todas as formas de opressão que ainda marcam a realidade de milhares de mulheres

Seguiremos na caminhada, transformando indignação em resistência e esperança, porque nenhuma mulher deve ser silenciada.

“Que morra a violência, para que vivam as mulheres!”


Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais da Pastoral da Mulher – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 
Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *