Caminhada Agosto Lilás leva às ruas de Juazeiro a mensagem: por uma vida livre de violências!

Compartilhar

Ação promovida pela Pastoral da Mulher – Rede Oblata reuniu moradores, instituições e serviços da rede de proteção nos bairros Alto da Aliança e Vila Tiradentes.

No último dia 27 de agosto, as ruas dos bairros Alto da Aliança e Vila Tiradentes, em Juazeiro (BA), foram ocupadas por uma mobilização vibrante em defesa das mulheres e pelo direito de todas a uma vida livre de violência.

Promovida pela Pastoral da Mulher – Rede Oblata, a Caminhada Agosto Lilás – Por uma vida livre de violências reuniu moradores, instituições, movimentos sociais, serviços públicos e diversos atores da rede de proteção.

“Caminhar também é denunciar. É ocupar os territórios. É levar informação, fortalecer redes e dizer, coletivamente, que a violência contra as mulheres não pode ser naturalizada”, destaca Fernanda Lins, coordenadora da Pastoral da Mulher.

Conscientização, arte e ocupação das ruas

Durante o percurso, a comunidade acompanhou intervenções artísticas, mensagens de conscientização, momentos de diálogo e a distribuição de materiais informativos sobre o ciclo da violência e os canais de ajuda disponíveis.

As intervenções artísticas deram ainda mais força à mobilização, transformando as ruas em espaços de expressão, denúncia e reflexão. Em cada parada, as mensagens reforçavam a importância de romper o silêncio, buscar ajuda, denunciar os abusos e fortalecer as redes locais de acolhimento e proteção.

 

Rede Unida pelo Enfrentamento à Violência

A mobilização demonstrou a força do trabalho em rede ao reunir diversos órgãos e entidades da região. Participaram da ação:

  • Segurança e Proteção: Ronda Maria da Penha, Patrulha Maria da Penha, DEAM, CIAM e OAB Mulher.
  • Poder Público e Saúde: Secretaria da Mulher e Juventude, Agentes Comunitários de Saúde e UNIFTC.
  • Coletivos e Projetos Sociais: Grupo Margaridas, Rotary Clube, CEVASF, Zumba das Acácias, Pastoral da Criança, Pastoral do Idoso e Equalize Ser.
  • Cultura e Comunidade: Trup Errante, a artista Fernanda Luz, Clube dos Cabos e Soldados, terapeutas voluntários, Paróquia Nossa Senhora de Fátima e moradores dos bairros.

Cuidado, Saúde e Acolhimento na Paróquia Nossa Senhora de Fátima

A caminhada encerrou seu percurso na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, local escolhido para dar sequência às atividades focadas na atenção à comunidade:

  • Orientação Jurídica e Direitos: A OAB Mulher conduziu orientações sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.
  • Práticas Integrativas: Terapeutas voluntários ofereceram momentos de escuta, cuidado e promoção do bem-estar.
  • Educação Lúdica: A Ronda Maria da Penha promoveu a dinâmica do Jogo da Violência, conscientizando sobre as diferentes formas de agressão e como buscar proteção.
  • Serviços de Saúde: A equipe da UNIFTC realizou testagens rápidas para ISTs e HIV, testes de glicemia e aferição de pressão arterial, ampliando o acesso da população a exames preventivos.

 

Compromisso Coletivo com a Dignidade das Mulheres

A iniciativa buscou ampliar a mobilização para além da denúncia, fortalecendo também o cuidado, a informação, a prevenção e a proximidade com a rede de proteção.

Para a Pastoral da Mulher – Rede Oblata, ocupar os territórios é uma forma de cuidado e compromisso: trata-se de aproximar a informação de quem precisa, articular a rede e construir, junto com a comunidade, estratégias efetivas de combate à violência.

A Caminhada Agosto Lilás deixou nas ruas de Juazeiro um recado claro de resistência e união: nenhuma mulher deve viver em situação de violência.

O enfrentamento é uma responsabilidade de toda a sociedade e, através da informação e da participação comunitária, garantimos uma vida com mais direitos, proteção e dignidade para todas.

Fonte: Pastoral da Mulher


Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais da Pastoral da Mulher – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 
Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *