Ao menos 30 mulheres foram levadas para prestar depoimentos no MTE.
Ação conjunta começou na noite de quarta-feira (29). Ninguém foi preso.
A mãe de uma das meninas que trabalham nas casas de shows em São Carlos relatou no processo que a filha havia sido aliciada e forçada a se prostituir. A jovem foi encontrada em uma casa alugada pelo proprietário da boate juntamente com oito meninas do Pará. “A casa estava em boas condições e não havia indícios de trabalho forçado ou degradante”, relatou Ricardo Alves, executivo da Secretaria Estadual de Justiça.
Irregularidades
“Foram apreendidos documentos que provam a servidão dessas trabalhadoras com a empresa, ou seja, documentos que comprovam dívidas delas e que vão com certeza caracterizar o trabalho escravo e terão desmembramentos em que pode até haver a prisão do proprietário”, explicou.
Os relatos colhidos no Ministério do Trabalho serão avaliados pela comissão. “Há fortes indícios de aliciamentos, porém, os depoimentos foram muitos sincronizados e semelhantes, como se houvesse alguma orientação para como se comportarem em eventual fiscalização”, disse.
