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1°. ENCONTRO DAS CIRANDAS PARCEIRAS DE JUAZEIRO DISCUTE CONJUNTURA E ATUAÇÃO DA REDE SOCIOASSISTENCIAL

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Na manhã do dia 25 de março, aconteceu o primeiro Encontro das Cirandas Parceiras do ano de 2021. O momento foi conduzido pela Pastoral da Mulher – Unidade Oblata em Juazeiro/BA e contou com a presença de profissionais atuantes nas áreas da saúde, educação, segurança pública e assistência social do município e região do Vale.

O encontro aconteceu pela plataforma Google Meet e teve como objetivo discutir a atuação da rede de políticas públicas diante do contexto da pandemia.

Ao apresentar o trabalho e missão da Unidade Oblata em Juazeiro, a Assistente Social Anna Lícia Brito, que mediou o diálogo, destacou, pontos importantes da atuação da Pastoral desde a chegada da COVID-19 no Brasil, assim como os desafios com o uso de ferramentas de comunicação e as novas estratégias para o oferecimento de atendimento personalizado às mulheres diante de suas demandas, visto que o exercício da prostituição vem ocorrendo mesmo no cenário pandêmico.

O grupo debateu as consequências da crise sanitária, com ênfase no acirramento da desigualdade social e o reflexo nos serviços socioassistenciais. Os profissionais socializaram a atual composição das equipes, as ações ofertadas nos setores de atendimento da Rede e os desafios e dificuldades vivenciadas. Foi frisado o importante papel da/o do profissional de Serviço Social na Política de Assistência Social, especialmente diante da intensificação das demandas decorrentes das vulnerabilidades sociais, após ser relatado que vários equipamentos estão com ausência de Assistentes Sociais desde meados de 2020.

Entre os temas abordados, destacaram – se a Saúde Mental, retratada pelo agravamento de sintomas de ansiedade, depressão, sentimentos de angústia e impotência. Bem como o tema da violência contra a mulher, que acomete todas as camadas da sociedade e foi intensificada durante esse período, o que reforça a importância da atuação na Rede no seu enfrentamento. “Quando uma mulher é vítima da violência, consequentemente seus filhos também sofrem violência…” ponderou Maria Lúcia da Silva Souza, Assistente Social do Hospital Materno-Infantil de Juazeiro, frisando que a importância da atuação dessa Rede deve ser percebida em sua amplitude.

Avaliado positivamente, esse primeiro momento de encontro das Cirandas Parceiras, promoveu o conhecimento e interação entre as equipes, e uma maior visibilidade à realidade das mulheres em contexto de prostituição, principalmente para os novos profissionais que passaram a integrar os serviços com a mudança de gestão. “O trabalho em Rede é um elo muito importante para o desenvolvimento de ações no atendimento às mulheres assistidas pela Pastoral”, destacou Anna Lícia, Assistente Social da Pastoral da Mulher. O grupo Cirandas Parceiras é uma ação da Rede Oblata Brasil que iniciou sua articulação em 2015, promovendo o fomento ao trabalho em rede, potencializando a intersetorialidade, favorecendo o desenvolvimento de ações conjuntas, além de sensibilização social, em prol da qualidade de vida do público atendido por cada instituição.

Pastoral da Mulher – Unidade Oblata em Juazeiro/ BA

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais da Pastoral da Mulher – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 
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