Não é só um absorvente, é proteção, bem estar, autoconfiança, respeito e dignidade.

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A situação de extrema pobreza é vista principalmente sob o aspecto da falta de alimentos e da falta de moradia. Acabamos esquecendo dos itens de higiene e ainda menos se fala sobre a higiene íntima da menina/mulher durante o período menstrual.

A higiene menstrual é um direito sexual e reprodutivo das pessoas que menstruam e acontece quando estas possuem acesso a materiais e psicossociais para fazer um gerenciamento informado, saudável e digno de seu ciclo menstrual.

A pobreza menstrual não se refere apenas à privação de absorventes, mas também decorre da privação do direito ao conhecimento e acesso à informação deste processo biológico inerente ao seu corpo, do isolamento social e das restrições impostas a pessoas que menstruam devido à condição de estar menstruada.

Dando seguimento a agenda dos 21 dias de ativismo, a UBM Juazeiro esteve na Pastoral da Mulher para uma roda de conversa com as assistidas pela instituição, onde abordaram as diversas formas de violações aos direitos humanos das mulheres, em especial a falta de acesso à saúde.

Foram entregues kits de higiene pessoal com absorventes, enfatizando a luta contra a pobreza menstrual que atinge muitas mulheres em contexto de vulnerabilidade social.

Não é só um absorvente, é proteção, bem estar, autoconfiança, respeito e dignidade.

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais da Pastoral da Mulher – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 
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