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Prostituição e Pandemia é tema discutido em projeto da Liga Acadêmica (UNIVASF) e Pastoral da Mulher

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Pastoral da Mulher participa de evento com a Univasf para refletir enfrentamento a pandemia para populações específicas.

A convite da Liga Acadêmica Interdisciplinar de Saúde Coletiva – LAISC/ UNIVASF, a Pastoral da Mulher – Rede Oblata em Juazeiro BA, participou de evento com tema: Enfrentamento à COVID-19 para populações específicas: Profissionais do sexo. A Liga realiza estudos e pesquisas para obtenção de informação em saúde, monitoramento remoto e necessidades sociais em saúde em comunidades vulneráveis de Petrolina-PE.

O evento aconteceu em plataforma virtual, em 25 de janeiro de 2021, reunindo acadêmicos dos colegiados de saúde da UNIVASF e equipe de atendimento da Pastoral da Mulher, tendo como facilitadora Fernanda Lins, coordenadora do projeto Oblata em Juazeiro BA.

Fernanda Lins inicialmente apresentou o perfil das mulheres atendidas e o trabalho da Rede Oblata e em seguida expôs um panorama da prostituição em tempos de pandemia. A atividade prostitucional permaneceu ativa durante o período pandêmico, em virtude da necessidade socioeconômica das mulheres, o que levou a instituição ao desafio de pensar em novas estratégias de atendimento, de forma remota.

A angústia em relação à COVID 19, que atingiu toda a população, também transformou a rotina das mulheres que têm a prostituição como principal ou única fonte de renda. O impacto causado desde março de 2020 com a enxurrada de notícias midiáticas, o fechamento do comércio, a exigência de distanciamento social e consequentemente o aumento das vulnerabilidades, acarretou uma série de questões de cunho social e emocional no público assistido, levando à necessidade de assistência especializada e apoio emocional.  

O auxílio emergencial pôde minimizar situações de fragilidade financeira, mas não foi suficiente para garantir o sustento das famílias extensas da maioria das mulheres, que buscaram mecanismos para dar continuidade ao exercício da prostituição. O negacionismo, a relativização da gravidade da Covid19 e sobretudo a necessidade econômica, foram algumas das causas observadas para exposição ao risco.  

O enfrentamento da pandemia reúne determinados fatores que desvelam lacunas existentes no sistema para efetivo controle da situação de saúde, revelando que não tem como mitigar a propagação do vírus, sem levar em consideração aspectos sociais, culturais e econômicos que impactam diretamente no cotidiano das pessoas.

A garantia do atendimento da Pastoral da Mulher foi fundamental para a melhoria da qualidade de vida das assistidas, percebe-se que o Sistema Único de Saúde está sobrecarregado, e há ainda um predomínio do modelo assistencial curativo que possui dificuldade de compreender o indivíduo como um ser integral e inserido em uma teia complexa de sistemas na sociedade.

Aproveitando o espaço de sensibilização social, ao final, Fernanda Lins parabenizou a iniciativa da universidade, agradeceu a oportunidade e elucidou sobre a importância de dar visibilidade a essa categoria de mulheres que enfrentam o estigma social, que muitas vezes as cerceiam do acesso a direitos de cidadania. Apresentou ainda os canais de comunicação da Rede Oblata e convidou os participantes a acessarem os conteúdos informativos, como também conhecerem melhor e acompanharem os projetos Oblatas no Brasil e no mundo.

Pastoral da Mulher – Unidade Oblata em Juazeiro BA

Conteúdos do blog

As publicações deste blog trazem conteúdos institucionais da Pastoral da Mulher – Unidade da Rede Oblata Brasil, bem como reflexões autorais e também compartilhadas de terceiros sobre o tema prostituição, vulnerabilidade social, direitos humanos, saúde da mulher, gênero e raça, dentre outros assuntos relacionados. E, ainda que o Instituto das Irmãs Oblatas no Brasil não se identifique necessariamente com as opiniões e posicionamentos dos conteúdos de terceiros, valorizamos uma reflexão abrangente a partir de diferentes pontos de vista. A Instituição busca compreender a prostituição a partir de diferentes áreas do conhecimento, trazendo à tona temas como o estigma e a violência contra as mulheres no âmbito prostitucional. Inspiradas pela Espiritualidade Cristã Libertadora, nos sentimos chamadas a habitar lugares e realidades emergentes de prostituição e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, onde se faz necessária a presença Oblata; e isso nos desafia a deslocar-nos em direção às fronteiras geográficas, existenciais e virtuais. 
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